11 de Outubro de 2017 / às 19:46 / em 2 meses

ESTREIAS–Filme de Kathryn Bigelow sobre Detroit e brasileiro "Entre Irmãs" chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país na quinta-feira:

Kathryn Bigelow é entrevistada em Hollywood 10/12/2012 REUTERS/Mario Anzuoni

“DETRIT EM REBELIÃO”

- Única mulher vencedora do Oscar de direção (em 2008, por “Guerra ao Terror”), a norte-americana Kathryn Bigelow focaliza mais uma vez um período conturbado na história de seu país, ficcionalizando os distúrbios raciais em Detroit em 1967.

Buscando nova parceria com seu habitual roteirista, Mark Boal, ela reconstitui a violência que tomou conta de vários bairros negros da cidade depois da violenta repressão policial a uma festa particular, também recorrendo a algum material jornalístico da época.

O centro do filme é a dramática invasão do motel Algiers, onde policiais foram em busca de um suposto atirador. Ali dentro, estes policiais submeteram alguns homens negros e duas moças brancas a uma verdadeira noite de terror, da qual alguns não escapariam com vida.

“ENTRE IRMÃS”

- Parceiros no sucesso “2 Filhos de Francisco” (2005), o diretor Breno Silveira e a roteirista Patrícia Andrade renovam sua receita de melodrama familiar em “Entre Irmãs”.

Inspirado no romance “A Costureira e o Cangaceiro”, de Frances de Pontes Peebles e ambientado nos anos 1930, o drama retrata a vida das irmãs Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano).

Órfãs criadas por uma tia, Sofia (Cyria Coentro), as meninas são inseparáveis. Cresceram na pequenina Taquaritinga do Norte (PE), treinadas pela tia para se tornarem costureiras como ela. Apesar de sua ligação, as irmãs têm personalidades bem diferentes: Emília é romântica e espera a chegada de um príncipe encantado; amargurada por ter um braço paralisado desde a infância, Luzia é mais dura e não espera o amor.

Um dia, o bando do cangaceiro Carcará (Júlio Machado), chega a Taquaritinga, e decide levar Luzia consigo quando deixa a região. Emília e Sofia vestem luto, sem ter notícias de Luzia por um bom tempo. Enquanto isso, o sonho de Emília parece realizar-se quando um jovem do Recife, Degas (Rômulo Estrela), a pede em casamento.

“LOGAN LUCKY: ROUBO EM FAMÍLIA”

- O segundo filme a trazer a palavra “Logan” em seu título em 2017 é quase tão bom quanto o primeiro – embora numa chave completamente diferente. O roteiro assinado pela estreante Rebecca Blunt tirou Steven Soderbergh de sua suposta aposentadoria, levando-o de volta ao gênero que ele dominou tão bem com a série “11 Homens e um Segredo”: o filme de roubo.

A família Logan pode ser chamada de tudo, menos de sortuda. Clyde (Adam Driver) perdeu um braço no Iraque; Jimmy (Channing Tatum) conserta pias; e Mellie (Riley Keough) é uma cabeleireira. Um roubo poderia melhorar a vida do clã e, para ajudar, entra em cena um especialista em explosivos que está preso, Joe Bang (Daniel Craig).

O cenário é o mundo das corridas Nascar e dos concursos de beleza infantil. A partir disso, Soderbergh faz um retrato cômico e um tanto cínico dos EUA da era Trump. O diretor se mostra no melhor de sua forma, como há muito não era capaz de se encontrar.

“A MORTE TE DÁ PARABÉNS”

- O terceiro filme de 2017 a usar o conceito da boa e velha comédia “Feitiço do Tempo” é o mais divertido, mas também o mais problemático em suas explicações e resolução. O conceito é o mesmo de sempre: um dia-chave que se repete na vida da protagonista, Tree (Jessica Rothe) - esse é o dia do seu aniversário, e também será o da sua morte. Quando ela é assassinada, acorda na manhã seguinte e tudo acontece novamente mais ou menos igual.

Depois de estabelecer essa ideia, o filme explora as possibilidades e soluções. Tree é assassinada por alguém sempre portando uma máscara com o rosto de um bebê gordo e dentuço – símbolo de sua faculdade.

Dirigido por Christopher Landon, o longa brinca com as diversas alternativas – menos a de Tree arrancar a máscara e descobrir quem é o assassino - brinca tanto, a ponto de se tornar enfadonho e não saber muito bem o que fazer com o que inventou. E, com pequenas trapaças, modifica alguns elementos para justificar sua resolução.

“COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA”

- Baseado no livro homônimo do comediante Danilo Gentili, “Como se tornar o pior aluno da escola” é uma comédia para quem consegue achar graça em cenas com urina, fezes, vômito, destruição de livros e pedofilia. Tudo isso no cardápio indigesto do filme dirigido pelo estreante Fabrício Bittar.

Os protagonistas são Bernardo (Bruno Munhoz) e Pedro (Daniel Pimentel), que, cansados de ser alunos aplicados, resolvem radicalizar quando encontram um antigo manual de pior aluno da escola escondido num banheiro. Eles chegam ao dono do caderno (Gentili), que, algumas décadas atrás, aterrorizou a escola.

O principal inimigo dos garotos é o diretor (Carlos Villagrán, o eterno Quico, do programa “Chaves”). Com ajuda do novo amigo, farão de tudo para acabar com a reputação do dirigente. Serem expulsos poderá ser um bônus, no final das contas.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below