February 10, 2019 / 3:16 PM / 10 days ago

Com poder renovado, democratas pressionam por leis para restringir armas nos EUA

NOVA YORK (Reuters) - Encorajados por largas vitórias nas eleições de 2018, legisladores democratas têm pressionado em assembleias estaduais dos Estados Unidos por leis mais rígidas sobre armas, confiantes no apoio da opinião pública após um ano do tiroteio em uma escola de Parkland, na Flórida.

As vitórias eleitorais do ano passado deram aos democratas o controle sobre o legislativo de diversos estados, entre eles Novo México, Nova York, Colorado, Maine e Nevada, e os legisladores tem aproveitado o novo poder para propor e aprovar leis sobre armas.

No Colorado, Tom Sullivan passou anos pedindo aos legisladores que debatessem a violência armada, depois que seu filho de 27 anos, Alex, foi morto em um tiroteio dentro de um cinema, em 2012.

Agora, Sullivan ajuda a escrever tais leis, depois de conquistar um assento na assembleia, valendo-se de uma onda democrata em novembro que deu ao partido total controle sobre o governo do Colorado pela primeira vez em cinco anos.

“As pessoas estão se erguendo e fazendo ouvir suas vozes”, disse Sullivan, que usa a jaqueta de couro de seu filho para ir trabalhar. “Agora eles tem que me ver todo santo dia”.

Pesquisas mostram que os norte-americanos são favoráveis a leis mais rígidas sobre armas depois de décadas de tiroteios violentos, entre eles o massacre numa escola de segundo grau na Flórida em 14 de fevereiro de 2018, quando 17 estudantes e funcionários foram mortos. No entanto, a força política e financeira da National Riffle Association (NRA), organização que defende o direito ao posse de armas, tornou o apoio por maiores restrições uma atitude arriscada para muitos políticos.

Isso mudou no ano passado, quando candidatos democratas usaram o aumento sem precedentes da violência armada como bandeira de campanha.

Na esfera federal, em que os democratas conseguiram a maioria da Câmara dos Deputados depois de oito anos de controle republicano, cerca de 80 por cento dos novos deputados democratas eleitos em novembro incluíram o controle de armas em suas plataformas de campanha, segundo uma análise da Reuters. A taxa é muitas vezes maior da registrada em 2016.

Os deputados democratas apresentaram um projeto de lei que prevê a checagem de antecedentes criminais para a venda de armas em lojas e feiras de armas, um dos vazios cruciais na legislação federal, segundo ativistas. Mas com os republicanos, que tradicionalmente se opõem às restrições sobre armas, ainda no controle do Senado, parece tênue a chance de que a lei seja aprovada.

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